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Sete anos depois, Brumadinho ainda vive adoecimento e insegurança

Um estudo da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), feito por pesquisadores do Projeto Brumadinho, indica que 70% dos domicílios do município relataram algum tipo de adoecimento físico ou mental, o que indica que os impactos sobre a saúde continuam estruturais e persistentes até hoje.

Sintomas como estresse, insônia, ansiedade, hipertensão e episódios depressivos continuam recorrentes, enquanto 52% dos adultos passaram por tratamento psicológico ou psiquiátrico desde a tragédia.

Contaminação

A insegurança sanitária marca a rotina. Segundo o levantamento, 77% das famílias vivem com medo constante de contaminação dos alimentos.

O estudo aponta a permanência de metais pesados -  manganês, arsênio, chumbo, mercúrio e cádmio - em diferentes matrizes ambientais. A água permanece como principal vetor de risco: 85% dos domicílios relatam impactos no uso dos copos d’água, enquanto 75% afirmam que o fornecimento e a qualidade estão comprometidos.

Por RAFAEL CARDOSO - REPÓRTER DA AGÊNCIA BRASIL /Foto: ANTONIO CRUZ/ AGÊNCIA BRASIL