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Cooperação entre Prefeitura de Aracaju e Chesf garante 500 novas mudas para arborização da capital

A arborização de Aracaju ganhou um reforço para o próximo ciclo de plantio: 500 novas mudas fruto de uma parceria entre a Prefeitura de Aracaju, através do Horto Municipal de Aracaju e do Viveiro Florestal da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf). Através desta iniciativa será possível ampliar a diversidade de espécies utilizadas na arborização de ruas, praças e outros espaços públicos.

O Viveiro Florestal, localizado no município de Piranhas (Alagoas), integra o programa de compensação ambiental das obras da barragem de Xingó e atua tanto na produção de mudas destinadas à recuperação de áreas degradadas quanto na doação para municípios do entorno do rio São Francisco ou na sua área de influência.  Muitas das plantas produzidas possuem mecanismos naturais de sobrevivência, como armazenamento de água nas raízes ou no caule, o que as torna altamente tolerantes a longos períodos de estiagem, condição comum na região Nordeste e que frequentemente compromete o desenvolvimento de mudas mais sensíveis. 

Para o coordenador do Horto Municipal, José Marques, o uso de espécies como Pereiro, Craibeira e Folha Larga, plantas adaptadas à escassez hídrica, contribuem para uma arborização mais eficiente. “Nós conseguimos, no meio dessa lista de espécies, algumas que são interessantes para uso em calçadas, porque têm características ideais em relação à forma da copa, à quantidade de sombra que proporcionam e ao tipo de raiz, que cresce sem danificar calçadas, meio-fio ou até o pavimento da rua”, explicou.

Marques também destacou a importância da parceria para a meta de arborizar Aracaju. “Foi uma parceria muito importante e que vai colaborar muito com a arborização de Aracaju. Inicialmente, nós conseguimos a doação de 500 mudas no total, mas a parceria está mantida, então, em breve, nós conseguiremos mais mudas para incrementar a riqueza de espécies usadas na arborização da cidade. Lembrando que são sempre espécies nativas, com exceção de algumas frutíferas que, conhecidamente, não têm potencial invasor para a nossa região”.

O Engenheiro Florestal da Chesf, Lauri Martini, explica como acontece o processo de doação. “As doações acontecem apenas com as mudas que sobram no viveiro. Pois, a Chesf produz mudas para uso próprio, principalmente para atender às demandas dos projetos de recuperação de áreas degradadas. As mudas excedentes são destinadas a instituições públicas, prefeituras, escolas e proprietários rurais”, explicou.

 As novas mudas farão parte do planejamento de arborização de 2026 que será executado a partir do início do quadro chuvoso na cidade.

Por PMA

Foto: Igor Azevedo